Perda no varejo não é detalhe de balanço. Segundo a Pesquisa Abrappe de Perdas no Varejo, feita com a KPMG, o varejo brasileiro perdeu R$ 36,5 bilhões em 2024, o equivalente a 1,51% do faturamento. A mesma pesquisa aponta que cerca de 70% dessas perdas vêm de quebras operacionais, furtos internos e externos e erros de inventário.
E o problema não é só o furto discreto: o Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 26.544 roubos a estabelecimentos comerciais em 2024, mais de 72 por dia.
1. Saiba onde a perda acontece
Inventário por categoria e por corredor mostra onde o produto some. Sem esse mapa, a loja protege tudo um pouco e nada direito.
2. Tire os pontos cegos do layout
Produtos pequenos e caros longe do movimento e do caixa são os mais visados. Gôndolas altas no fundo da loja criam cantos que ninguém vê.
3. Câmera que avisa, não só grava
A gravação mostra o furto depois que ele aconteceu. Uma câmera com inteligência artificial acompanha a postura de quem está na gôndola e junta sinais como tempo parado, olhares em volta e a mão indo da prateleira para a bolsa. O alerta vai para o fiscal com o vídeo do momento, enquanto a pessoa ainda está na loja.
4. Reconheça quem volta
Parte dos furtos é feita pelas mesmas pessoas. Uma lista de atenção, montada pela própria loja a partir de ocorrências registradas, permite que a equipe seja avisada quando alguém dela entra. Antes de qualquer ação, uma pessoa sempre confere as imagens.
5. Abordagem segura, sempre com conferência
A tecnologia aponta um comportamento que merece atenção; quem decide é a equipe. Treine a abordagem para ser discreta e respeitosa, sem acusar ninguém, e registre o que foi feito.
6. Meça antes e depois
Compare as perdas por categoria antes e depois de cada mudança. É assim que se sabe o que funcionou.
